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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Um alguém.

Estou diferente. Conheci um alguém, e agora, me pego cantando, sorrindo, melhor...
A explicação?! É este alguém. Que me faz assim. Que se faz.
Um alguém que me transmite paz, serenidade, e é compatível ao meus sonhos. Dentro dele cabe tudo o que eu quero, ele transcende as minhas alegrias.
Não existe razão no mundo para que eu não houvesse o conhecido.
Quando, talvez, este alguém precisar de meu abraço, de uma morada, um peito para se abrigar nos tempos ruins, eu o servirei com todo o carinho. Quero o namorar, e acordá-lo todos os dias com um beijo quente de "bom dia", acompanhado de abraços servidos de afeto. Tamanho afeto este, que, transborda de minha alma, ao meu corpo, dentre sorrisos e versos.
Estou diferente.
Estou com alguém.
Um alguém que me serve de ouvido para os poemas que escrevo. Um alguém que presta atenção naqueles desabafos, que, os outros, que são simplesmente outros perto dele, não dariam importância.
Quando o fito, e toco os seus lábios com os meus, posso sentir meu corpo estremecer, minhas mãos suarem, e, minha mente dizer: Parabéns, você finalmente o encontrou.
Este alguém, é um alguém maravilhoso. Que vê a felicidade nas coisas mais simples, e as tornam maravilhosas. Este, não é só mais um alguém, mas, é um alguém com quem eu quero ter a honra de passar o resto de minha vida. Seja esta em terra, céu, ou mar.
Ele é parecido comigo, tão parecido... Que fez com que eu pudesse enxergar, não só o bom dos outros, mas, com que fosse capaz de valorizar, principalmente, minhas qualidades.



Com açúcar, com afeto.


"Quando a noite enfim lhe cansa, você vem feito criança para chorar o meu perdão."


segunda-feira, 26 de maio de 2014

Ele.

Já não sei como dizer, muito menos como exprimir
Todos estes sentimentos que estão a me invadir
Tudo acontecera muito rápido
Para que eu pudesse notar
E nesta história fora inevitável 
Não me apaixonar.

Eu poderia voltar no tempo
Só para assistir
O sol nascer de novo
E deixar tudo fluir...
Sua mão na minha, meu coração com o teu
Já não me sinto mais sozinha,
Não sou mais só eu.

Outrora eu divague estes pensamentos em minha mente,
Sinto como se tudo acontecesse 
No meu inconsciente;
Eu e você, 
tão repentinamente. 

Seu sorriso, sua voz, e seu jeito de falar
Você tem absolutamente tudo para me conquistar.
Eu gosto da maneira com a qual você sorri,
me contagia e me instiga 
A anunciar por aí,
Que eu encontrei alguém,
Que, além de valer à pena,
À tudo que eu sinto, retribui também.


sexta-feira, 23 de maio de 2014

Romantismo em Portugal. -NÃO TERMINADO-

O movimento do Romantismo em Portugal, surgiu por volta do século XIX, em uma época que data grandes modificações sociais, politicas e econômicas.
O movimento assumiu um perfil de forte carga ideológica. O Romantismo era uma espécie de fuga à realidade, nota-se pelas influências do revivalismo, orientalismo, jardins à inglesa, e isto por toda a Europa. Bem como o Neoclassicismo se voltava ao passado, o Romantismo restringia-se a Idade Média, e o estilo artístico que o caracterizava tinha como reflexo o nacionalismo emergente.
Este teve grande impacto na evolução histórica cultural do país, e o desenvolvimento do mesmo incumbia-se  de dar como importante disciplina acadêmica os romances da cavalaria, popularizando o historicismo medieval.
Os primeiros anos do século XIX foram bastante conturbados; devido essencialmente à sucessão de problemas políticos. Nestas condições, estava propício o clima para a eclosão de um novo estilo artístico: é aí onde nasce o Romantismo.
 O Romantismo, na verdade, já fora visto muitas vezes como sendo o oposto do Neoclassicismo, todavia, as opiniões divergem, e, por vezes, vê-se que os dois são movimentos que apontam numa mesma direção. O Romantismo impunha o individualismo e hedonismo como sendo prioridades, isto é, não há razão para se viver se não por um sentimento bom, ou algo que o cative para tal. 
Os feitos e realizações artísticas dessa época perdiam um pouco o nexo e ligação que tinham com a proporcionalidade, ordem e harmonia -mas, as diferenças que surgem nesta lacuna que separa o Romantismo do Neoclassicismo, acabam por se complementar.-
Neste contexto, o Romantismo surgia na arte quase que de maneira natural, abrangendo num todo o potencial e inspiração do artista, e direcionando sua obra diretamente aos padrões aos quais via-se baseado.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

N. C. S. 251206

Mas que saudade que eu sinto de você. Que dor que eu sinto.
Eu sei que você nunca mais irá voltar, mas nem por isso deixo de praguejar contra o vento palavras sórdidas e profundas, exclamando sobre sua ausência, chorando, e mexendo, mais uma vez, na ferida que ainda não cicatrizara.
Sei que a vida é rara, sei que é breve, mas NÃO SEI por que VOCÊ teve de ir tão cedo.
Os dias se passaram e mais um ciclo se completara, o ciclo do aprendizado e amadurecimento.
Um novo tempo está surgindo, e você está tão longe... Tão distante. Eu desejo sua presença com força, já fiz rezas e preces, mas nada nunca fora o suficiente para trazê-la de volta à vida. Nada nunca fora suficiente para trazê-la de volta para MIM.
Talvez seja egoísmo de minha parte, eu sei. Este mundo é ruim demais, e deixou-a maltratada e mal amada, mas, também, me deixou aqui, sozinha, sem sua luz, sem sua voz.
Eu aqueço o meu coração relembrando de suas carícias, e do amor puro, sincero e despretensioso que você me ofertava.
Se eu pudesse voltar no tempo, teria passado todos os dias ao qual eu optei por algum programa diferente, do seu lado... Repousando minha cabeça no seu colo e deixando que a sua ternura me curasse dos dias ruins.
O que eu faço para reaver tudo isso? Como eu consigo contornar essa situação?
Eu que me julgava tão forte, hoje me vejo tão sensível longe de sua presença...
De onde estiver, apenas lembre-se de mim, pois todos os dias, sempre quando acordo, a primeira coisa em que eu penso é você. Só tenho de recordar de ser mais grata por tê-la conhecido, e lamentar menos a sua partida.
De qualquer forma, este texto não é para mais ninguém, se não para ti. Ainda que não esteja próxima de mim de uma maneira que eu consiga te tocar, abraçar, ou sentir teu cheiro, sei que seu espírito ainda olha por mim. Assim como eu oro por ele.
Obrigada.
Obrigada por ter vivido, por ter existido, por ter sido da mesma família que eu, por ter compartilhado o mesmo sangue que o meu, e por ter me dado, sem pedir nada em troca, o amor, carinho, paz, e serenidade.
As maiores e melhores lições de vida que eu aprendi foram contigo.... E essa gratidão, meu anjo, ninguém tira de mim.
_/\_

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Doroth.

 Será que sou uma pessoa boa? Eu não quero ser. Tão nova e tão perdida. Tão promíscua...
Já provei de todos os sabores, me diverti com o sofrer alheio, regozijo de sua desgraça. Minha identidade é o hedonismo. Vivo assim, e não, não penso em mudar. 
Gosto das cores, do psicodélico, gosto da desconexão com a realidade, afinal, ela nunca me trouxera nada que não fosse previsível. Gosto de perder o controle de mim mesma, de me surpreender com que o pode acontecer, gosto do perigo, do proibido. Gosto principalmente do que eu não tenho. 
 Encho minha carteira de notas e moedas, ouço-as tilintar e um prazer material me sobe. Gosto de possuir e depois descartar. Sou egoísta, irônica, amável. Sou tudo isso que você também é, e tem medo de confessar. Eu falo! Eu ajo! 
Já aproveitei de quase todos os prazeres carnais, já fui de mais de uma pessoa enquanto na verdade não era de ninguém. Tenho argumentos prontos para qualquer coisa que você tente usar contra mim. Eu venço.
Gosto dos homens de ação, homens pra diversão. Mas apenas para diversão! Não quero um destes pestilentos implorando por minha atenção. Gosto de mulheres também. Gosto de as proporcionar prazer, de sentir o doce mel de seu corpo, gosto dos dois juntos. Gosto do grotesco. 
Sou manipuladora e redijo tudo ao meu gosto. Sou a diretora geral da minha vida. Nada acontece  sem que antes eu permita, meu teste de qualidade é rigoroso... 
Amo a noite, o escuro, o ecstasy.. Amo a insanidade, sou devota de Marilyn. 
Minha igreja é  num bar, faço uma prece todos os dias e me ajoelho perante o altar. 
Todos querem um pouco de mim, todos são um pouco do que eu sou.
A diferença entre eu e você, é que eu não escondo, eu não me importo. Eu já sei que meu tempo no mundo será breve, sendo assim, não me permitirei viver restrita apenas ao que os outros julgam ser bom ou saudável. Aqui tudo é podre demais para que eu deseje prolongar minha estadia. 
LIVE FAST- DIE YOUNG. 

memórias[in]glórias

Não consigo passar um dia se quer sem que me recorde de nossos bons dias, até mesmo de nossas discussões.
Não direi que desperdicei meu tempo contigo, pois aprendi muito ao longo da caminhada ao seu lado! Seus medos e os modos que você encontrava para dar de saída quando os problemas eram grandes demais para segurar sozinho... Se lembra que eu SEMPRE estive lá, mesmo quando você não queria que eu estivesse, se recorda que eu SEMPRE estive ali?! Sempre o pedi por beijos e abraços, sempre, lamentavelmente, implorava por um pouco de seu amor.
Vivemos e convivemos com a imagem um do outro por um "longo" período de tempo, pude conhecer suas manias, frustrações, seus anjos e demônios, acertos e falhas... Eu o amei e o aceitei sendo quem é; inconsequente, e, claro, maravilhoso...
Mas calma, meu bem! Lembra quando me dissera que o mundo era um moinho, parafraseando Cartola?! Pois vejo que sempre me fora sincero nas palavras. O tempo avança e a realidade consome cada vez mais o pouco que restara de 'fé' no amor. Mas oras, veja-me também; tão louca, demasiada, estupefata e principalmente carente... De seu perfume, sorriso, voz, carente até das picuinhas cotidianas.
Mas o bom é quando noto o amadurecimento, quando me recordo disso tudo sem me lamentar, sem desejo de voltar no tempo, mas sim regozijando de boas memórias, de quando ficávamos juntos. E não o culpo de nada, ao invés disso agradeço-lhe , pois me fizera sentir como é gostar de alguém, e tudo fora como uma linda história, até o dia em que o laço que nos unia se tornara um nó, quando começamos a nos afogar em nós mesmos, e concluímos, que por um período indeterminado, seguiríamos nossos caminhos à 'sós', sem parceiro ou beijo de namorado, mas sempre com acompanhantes e diversão.
Sempre encontramos um modo de exprimir nossas falhas nisso. E nisso sempre fomos parecidos.