O movimento do Romantismo em Portugal, surgiu por volta do século XIX, em uma época que data grandes modificações sociais, politicas e econômicas.
O movimento assumiu um perfil de forte carga ideológica. O Romantismo era uma espécie de fuga à realidade, nota-se pelas influências do revivalismo, orientalismo, jardins à inglesa, e isto por toda a Europa. Bem como o Neoclassicismo se voltava ao passado, o Romantismo restringia-se a Idade Média, e o estilo artístico que o caracterizava tinha como reflexo o nacionalismo emergente.
Este teve grande impacto na evolução histórica cultural do país, e o desenvolvimento do mesmo incumbia-se de dar como importante disciplina acadêmica os romances da cavalaria, popularizando o historicismo medieval.
Os primeiros anos do século XIX foram bastante conturbados; devido essencialmente à sucessão de problemas políticos. Nestas condições, estava propício o clima para a eclosão de um novo estilo artístico: é aí onde nasce o Romantismo.
O Romantismo, na verdade, já fora visto muitas vezes como sendo o oposto do Neoclassicismo, todavia, as opiniões divergem, e, por vezes, vê-se que os dois são movimentos que apontam numa mesma direção. O Romantismo impunha o individualismo e hedonismo como sendo prioridades, isto é, não há razão para se viver se não por um sentimento bom, ou algo que o cative para tal.
Os feitos e realizações artísticas dessa época perdiam um pouco o nexo e ligação que tinham com a proporcionalidade, ordem e harmonia -mas, as diferenças que surgem nesta lacuna que separa o Romantismo do Neoclassicismo, acabam por se complementar.-
Neste contexto, o Romantismo surgia na arte quase que de maneira natural, abrangendo num todo o potencial e inspiração do artista, e direcionando sua obra diretamente aos padrões aos quais via-se baseado.
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