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terça-feira, 2 de julho de 2013

Sobre o amor.

 Um assunto bastante complexo, e que diverge seus sintomas de acordo com a história de cada um.
 Vou dizer, então, como o amor se mostrou para mim...

 A princípio, lia coisas como Shakespeare e não entendia muito bem o porque de todo aquele drama, o porque de tudo ser exageradamente forte, o porque de ser tão extremo...
 Até que topei com o tão falado "amor". Amor, este, que muitas vezes é confundido com paixão (paixão, patologia, doença), é mal falado e visto com olhos tortos pelos leigos... Peno por quem ainda não o conheceu, e tem quem morra sem nunca ter tido este.
 O amor é algo que, simplesmente, toma conta de nosso corpo, de nossas ações, nossa mente, toma conta de, diga-se de passagem, nossa vida.
 Não soube distinguir o que era o amor quando comecei a senti-lo, confundia-se facilmente com o ódio, com a paixão, era um misto de emoções que no final, fundia-se com o terno, com a paz.
 Amor, o tão falado amor, faz com que cresça asas capazes de levantar voos magníficos, mas que porém, falha, e nos faz termos quedas devastadoras. 
 Desola o coração de muitos, que choram,  já não suportando mais a dor que, cada vez mais, ataca com voracidade e grita com uma voz impetuosa "NÃO HÁ SAÍDAS."
Mas há... O amor cuida à mesma medida em que magoa, ele faz com que as feridas sirvam de aprendizado para melhorarmos quem somos, nos ensina a domar um lado nosso tão obscuro, que só vamos ter conhecimento quando algo muito ruim bater à porta.
 O amor nos ensina à amadurecer em aspectos quase nunca percebidos, faz que enxerguemos o próximo com um olhar mais doce e compreensível, faz com que, finalmente, entendamos, que a dor de quem o sente, é quase tão feroz quanto a que nos invade.
 Passamos a enxergar tudo como um aprendizado, passamos a ter entendimento de que as coisas na vida estão em uma eterna metamorfose, e que o que te faz chorar hoje, será o então, motivo do seu sorriso amanhã.

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