Ah, a vida... Ela é tão bonita, rara, complexa, misteriosa, envolvente...
Ah, não, essa não é a minha vida.
Sempre quando me perguntam da vida, respondo com os olhos transbordando fascínio, encanto e curiosidade. Tento me expressar com as mais diversas palavras, apenas para dizer que ela, contudo, é bela.
Porém, quando me perguntam da MINHA VIDA, procuro não usar muitos adjetivos que a qualifiquem como algo maravilhoso, esplendoroso... Mesmo tento tudo para amá-la, sempre que posso, reclamo dela.
O mais irônico disso, é que eu gosto da vida, eu gosto mesmo, falo e escrevo sobre ela sem nunca me esgotarem os assuntos.
Acho que quando me perguntam da MINHA VIDA, eu a confundo com a minha vida pessoal, com o meu mundo confuso e cego, eu acho...
Acho que quando eu digo que ela não está boa, ela está sim, eu tenho amigos, tenho casa, tenho onde correr quando precisar chorar, só não quero escrever sobre isso. Não daria muito drama, não?!
É bastante complicado quando tento me convencer de que tudo que eu fale não será um drama. Não quero complicar mais as coisas.
Para mim, viver é ser livre, é o ato da auto-expressão, sem medos ou preocupações, é a auto-afirmação da felicidade. Estar vivo, é diferente de estar vivendo.
Digo que eu não vivi muito, mas que vivi o suficiente para ter recordações pelo resto de meus dias. Por essas "vivências", ou "experiências", como quiserem chamar, que eu sou motivada a continuar.
E sigo aprendendo a diferenciar a vida, da minha vida.
Quem sabe não consiga tornar dela algo tão interessante quanto.
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