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domingo, 16 de fevereiro de 2014

Doroth.

 Será que sou uma pessoa boa? Eu não quero ser. Tão nova e tão perdida. Tão promíscua...
Já provei de todos os sabores, me diverti com o sofrer alheio, regozijo de sua desgraça. Minha identidade é o hedonismo. Vivo assim, e não, não penso em mudar. 
Gosto das cores, do psicodélico, gosto da desconexão com a realidade, afinal, ela nunca me trouxera nada que não fosse previsível. Gosto de perder o controle de mim mesma, de me surpreender com que o pode acontecer, gosto do perigo, do proibido. Gosto principalmente do que eu não tenho. 
 Encho minha carteira de notas e moedas, ouço-as tilintar e um prazer material me sobe. Gosto de possuir e depois descartar. Sou egoísta, irônica, amável. Sou tudo isso que você também é, e tem medo de confessar. Eu falo! Eu ajo! 
Já aproveitei de quase todos os prazeres carnais, já fui de mais de uma pessoa enquanto na verdade não era de ninguém. Tenho argumentos prontos para qualquer coisa que você tente usar contra mim. Eu venço.
Gosto dos homens de ação, homens pra diversão. Mas apenas para diversão! Não quero um destes pestilentos implorando por minha atenção. Gosto de mulheres também. Gosto de as proporcionar prazer, de sentir o doce mel de seu corpo, gosto dos dois juntos. Gosto do grotesco. 
Sou manipuladora e redijo tudo ao meu gosto. Sou a diretora geral da minha vida. Nada acontece  sem que antes eu permita, meu teste de qualidade é rigoroso... 
Amo a noite, o escuro, o ecstasy.. Amo a insanidade, sou devota de Marilyn. 
Minha igreja é  num bar, faço uma prece todos os dias e me ajoelho perante o altar. 
Todos querem um pouco de mim, todos são um pouco do que eu sou.
A diferença entre eu e você, é que eu não escondo, eu não me importo. Eu já sei que meu tempo no mundo será breve, sendo assim, não me permitirei viver restrita apenas ao que os outros julgam ser bom ou saudável. Aqui tudo é podre demais para que eu deseje prolongar minha estadia. 
LIVE FAST- DIE YOUNG. 

memórias[in]glórias

Não consigo passar um dia se quer sem que me recorde de nossos bons dias, até mesmo de nossas discussões.
Não direi que desperdicei meu tempo contigo, pois aprendi muito ao longo da caminhada ao seu lado! Seus medos e os modos que você encontrava para dar de saída quando os problemas eram grandes demais para segurar sozinho... Se lembra que eu SEMPRE estive lá, mesmo quando você não queria que eu estivesse, se recorda que eu SEMPRE estive ali?! Sempre o pedi por beijos e abraços, sempre, lamentavelmente, implorava por um pouco de seu amor.
Vivemos e convivemos com a imagem um do outro por um "longo" período de tempo, pude conhecer suas manias, frustrações, seus anjos e demônios, acertos e falhas... Eu o amei e o aceitei sendo quem é; inconsequente, e, claro, maravilhoso...
Mas calma, meu bem! Lembra quando me dissera que o mundo era um moinho, parafraseando Cartola?! Pois vejo que sempre me fora sincero nas palavras. O tempo avança e a realidade consome cada vez mais o pouco que restara de 'fé' no amor. Mas oras, veja-me também; tão louca, demasiada, estupefata e principalmente carente... De seu perfume, sorriso, voz, carente até das picuinhas cotidianas.
Mas o bom é quando noto o amadurecimento, quando me recordo disso tudo sem me lamentar, sem desejo de voltar no tempo, mas sim regozijando de boas memórias, de quando ficávamos juntos. E não o culpo de nada, ao invés disso agradeço-lhe , pois me fizera sentir como é gostar de alguém, e tudo fora como uma linda história, até o dia em que o laço que nos unia se tornara um nó, quando começamos a nos afogar em nós mesmos, e concluímos, que por um período indeterminado, seguiríamos nossos caminhos à 'sós', sem parceiro ou beijo de namorado, mas sempre com acompanhantes e diversão.
Sempre encontramos um modo de exprimir nossas falhas nisso. E nisso sempre fomos parecidos.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Complexo.

Mas é claro que eu sonho contigo e nestes faço mil planos para nós dois. Não te amar é impossível, bem como não te querer. 
Se outrora eu esbravejo nervosa, basta tu sorrir para que o sentimento bom retorne. 
Você é o remédio perfeito para que as dores e mágoas cotidianas partam. 
Se eu digo que não te quero, eu minto. Você sabe.
 Toda a verdade transborda por meus olhos, notavelmente apaixonados, que ao fitarem seu rosto, brilham mais que qualquer estrela.
Nosso amor é como uma exposição artística: Para cada época um quadro, que relata as emoções por nós sentidas. E estes variam da beleza mais meiga e envolvente, até a mais bestial e incoerente.  A confusão faz parte.
  Nada que exista sacia a sede que eu sinto por seus beijos e carícias, a fome de seu abraço e presença.
Nada que eu tente faz com que sua imagem saia de minha mente, ou então, os filmes que meu subconsciente gravara de nossos momentos.
 Vai ver na realidade nós nos pertencemos.