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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Pra ninguém ouvir

 Choro no escuro pra ninguém ver, murmuro coisas que ninguém nunca vai saber.
 Adormeço, e acordo sem conseguir decifrar oque sonhei. Sou um mistério.
 Falo coisas que nem eu entendo, mas que alguém compreende.
 Sorrio para esquecer das coisas que me afetam, e esboço emoções que ninguém nem conhece.
 Gosto dos livros velhos, das palavras difíceis, das mudanças, da imaginação.
 E pra ninguém ouvir, guardo tudo no meu mundo, no meu rádio, num desses rascunhos
 Rasurados e rasgados, aqueles que parecem só um pedaço de papel velho e gasto.


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